Brasília, 08 (AE) - Uma família inteira - avó, mãe e neto - foi executada com tiros na cabeça, disparados à queima-roupa, no Conjunto N da QNN 22, na Ceilândia, em Brasília. O autor é um vizinho, o menor C.F.B, de 17 anos. Foram mortos Maria José Veira, de 59 anos, sua filha Andréa José Viera
de 27, e o filho de Andréa, Francisco Leonardo Gomes Vieira, de 7. Andréa estava grávida de sete meses. A chacina ocorreu na terça-feira de madrugada, mas os corpos só foram achados no dia seguinte. C.F.B. foi preso na 23ª Delegacia de Polícia de Ceilândia, mas transferido para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DAC).
Após o crime, o menor roubou um telefone celular, uma bolsa e outros pertences das vítimas. A polícia também encontrou na casa do menor o revólver usado para executar a família. Na versão dada à polícia, C.F.B. disse que passava em frente à casa de Andréa, de quem era amigo, e fora chamado por ela. Já dentro de casa, onde estavam ouvindo música, segundo o menor, Andréa Viera dirigiu-se ao banheiro e fez uma ligação por celular. De acordo com o C.F., Andréa informou a uma outra pessoa, ainda não identificada, sua presença na casa. Segundo ele, essa pessoa fora contatada por Andréa para matá-lo.
O menor contou na 23ª DP que uma outra pessoa, identificada por Valdo de Almeida da Silva, de 19 anos, que está foragido, também participou da chacina, segundo o delegado Antônio Manoel de Jesus. Ele também informou que o advogado de Valdo comprometeu-se entregá-lo à polícia. C.F.B. contou à polícia ter sido Valdo quem executou a mãe de Andréa, Maria José
e o garoto Francisco Leonardo Veira. A versão não convenceu ao delegado. "É uma história muito estranha", disse, revelando que o menor informou, em depoimento, que Andréia era viciada em drogas. Apesar disso, a polícia não trabalha com a hipótese de a chacina ter sido motivada pelo tráfico de drogas.

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