Menor mata ex-namorada por ciúme
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segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Marion Frank 
São Paulo, 21 (AE) - Uma crise de ciúme. Foi assim que H.V.S., de 17 anos, justificou ter espancado até a morte a ex-namorada Maryelen Araújo dos Santos, de 15. O corpo da jovem foi encontrado no início da manhã de ontem (20), próximo à quadra esportiva da Escola Municipal Padre Chico Falconi, no Jardim Bartira, zona leste de São Paulo.
H. confessou ter matado Maryelen ao delegado Marcelo Jorge, da equipe H-Leste da Divisão de Homicídios do DHPP, que participou da investigação. Ele alegou ter cometido o crime porque não suportava vê-la sair com outro rapaz. O namoro tinha terminado havia quase um mês.
Para chegar ao adolescente, policiais da equipe H-Leste e também do 67.º Distrito Policial dissecaram a única pista encontrada no local do crime - uma inscrição na calçada de cimento, feita com pedra. "Isso é para não roubar o namorado dos outros", lia-se, mais a assinatura, "Gizele".
Os amigos de Maryelen começaram então a ser interrogados
mas foi na casa da vítima que o delegado Hélio Bressam, do 67.º DP, encontrou um caderno com as primeiras pistas: declarações de amor feitas à vítima por H. "Reparei que a grafia da letra G era idêntica à da assinatura encontrada junto ao corpo de Maryelen", conta.
Intimado para depor pela equipe do DHPP, H. assumiu a autoria do crime. Ele deverá ser encaminhado para a Unidade de Atendimento Inicial da Fundação de Bem-Estar do Menor (Febem).
Por envolver um menor, o inquérito sobre o assassinato de Maryelen está agora a cargo da 2.ª Equipe da Criança e Adolescente do DHPP. As investigações serão conduzidas pelo delegado Pedro Arnaldo Forli. Há suspeita de que H.V.S. não teria agido sozinho. "Até mesmo Gizele, que teve o nome assinado, pode estar envolvida na história", comenta Bressam. "Afinal, ela não apenas existe como também era desafeta de Maryelen."
Seja qual for o resultado das investigações, uma coisa é certa: o crime teve requintes de crueldade que o tornam invulgar
afirma o delegado Bressam, ao lembrar que a vítima era uma jovem considerada boa moça por quem a conhecia.


