Rio, 29 (AE) - Marcel Massaro Amaral, de 15 anos, foi ferido com um tiro na coluna domingo à noite, no pagode da Cobal
que funciona como mercado durante o dia e local de encontro de estudantes, no Humaitá, zona sul do Rio. Ele pode ficar paralítico. Amaral está internado na Clínica Ênio Serra, em Botafogo.
A polícia investiga duas versões para o crime: Amaral teria sido baleado porque teria mexido com uma garota que estava acompanhada de um grupo de rapazes; a outra hipótese é de que ele teria sido atingido após ter defendido uma amiga, que o acompanhava, de um assédio. Até o final da tarde de hoje a polícia não havia localizado o criminoso. Amanhã (30) o delegado deve ouvir testemunhas.
Por causa da violência na região, a polícia pode pedir à prefeitura que os bares funcionem somente até a 1h, como já ocorre com os estabelecimentos do Baixo Gávea. "Vou fazer um levantamento dos casos de violência e poderei pedir que os bares e restaurantes funcionem somente até o início da madrugada", disse o delegado da 10ª Delegacia Policial (Botafogo), Eduardo Batista, responsável pelo caso. Há duas semanas, o policial federal Genival Freitas Bezerra, de 32 anos, e o comerciante Rubens Santos Pinheiro, de 28 anos, morreram num tiroteio no Restaurante Palhinha, no Largo dos Leões, a menos de cem metros da Cobal. O agente da Polícia Federal André Freitas Carvalho, de 34 anos, ficou ferido.
De acordo com o delegado, a tranquilidade do Humaitá foi quebrada pela frequência de gangues e lutadores de artes marciais remanescentes do Baixo Gávea. Em janeiro o prefeito Luiz Paulo Conde (PFL) proibiu o funcionamento de bares e restaurantes do Baixo Gávea depois de 1 hora durante a semana e após as 3 horas nas noites de sexta, sábado e domingo. O decreto terminou com as madrugadas agitadas do local.

mockup