Menor é abusada dentro de abrigo
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terça-feira, 09 de novembro de 2010
Carolina Avansini Micaela Orikasa e Michelle Aligleri<br> Reportagem Local 
Londrina - Uma menina de apenas 5 anos sofreu abusos de três meninos, sendo dois deles de 12 anos e o próprio irmão, de 8, no domingo. De acordo com o delegado da 10Subdivisão Policial, Sérgio Barroso, a denúncia foi feita ontem pela própria instituição. ''A denúncia que recebemos é de que a menina teria sido obrigada a praticar sexo oral nos meninos, mas até agora não está nada confirmado'', disse.
A menina foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para realizar exames que irão confirmar se houve penetração vaginal ou não. ''O laudo não comprovou a conjunção carnal, porém, independentemente se houve ou não penetração, o quadro se encaixa em um ato infracional de estupro'', afirmou.
De acordo com o promotor Márcio Luís Bergantini, responsável pelos casos de adolescentes em conflito com a lei na Vara da Infância e Juventude, os dois adolescentes de 12 anos serão representados, o que significa que responderão a processo. O garoto de 8 anos, por ser criança, receberá medida de proteção pelo Conselho Tutelar.
Um dos adolescentes, por ter cometido uma agressão há poucos dias, foi internado no Centro de Sócio-Educação (Cense) I. O outro menino não tinha antecedentes e, por isso, continuaria no abrigo. O promotor conversou com os dois na manhã de ontem. ''Eles se mostraram arrependidos e não demonstraram ter noção da gravidade do fato. Encararam como uma brincadeira'', disse.
Segantini afirmou também que espera o laudo técnico do IML para saber o que realmente aconteceu. ''Os dois são recém-ingressos na adolescência e estavam muito assustados. Para avaliar a gravidade do fato, haverá o processo'', esclareceu.
A coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) Télcia Oliveira disse que quando um caso como este vem à tona o primeiro passo é arrecadar o maior número de informações possíveis sobre o acontecimento. ''Isso dá uma noção do impacto emocional que a situação causou na vítima. As pessoas acham que todas as crianças reagem da mesma forma, mas as reações de cada uma são diferentes e em cima disso definimos o tipo de acompanhamento que será encaminhado'', explicou.
O responsável pelo abrigo não se manifestou sobre o assunto. A conselheira tutelar responsável pelo caso disse que tanto a criança agredida quanto o irmão dela foram encaminhados para atendimento psicológico. Ela não quis dar mais detalhes sobre a atuação do conselho neste caso.


