Os quadros depressivos, segundo a psicóloga Elsie Silva, são diferentes entre meninos e meninas. Enquanto elas ficam mais quietas, tristes e retraídas, eles ficam mais irritados, irriquietos e agressivos. ‘‘Nos meninos, o quadro é mais perceptível, e nas meninas, mais difícil de diagnosticar’’, avalia.
  A psicóloga ressalta que as características da depressão nas crianças podem não ser constantes. ‘‘São alterações bruscas, mas que podem estar intercaladas com períodos intermitentes’’, explica.
  O papel dos pais, além do tratamento multidisciplinar, é muito importante na recuperação. Segundo Elsie, as crianças têm capacidade para se adaptar às diferentes passagens da vida, e os pais podem ajudar lembrando que aquela fase ou aquela dor vai melhorar.
  Outra forma de ajudar é fazer a criança se sentir melhor consigo mesma, aumentando a auto-estima, mantendo um vínculo afetivo forte de comunicação e carinho, e fazê-la acreditar que pode melhorar onde tem dificuldade. Os pais também podem dar exemplo de como enfrentam seus problemas. As crianças precisam ter ainda relacionamentos consistentes e previsíveis. ‘‘Ela precisa sentir-se amada e se autovalorizar. E criança também precisa brincar, porque é quando ela elabora as coisas da vida e quando não é cobrado desempenho’’, afirma. (C.P.)

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