Menino se queima em montanha de carvão
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terça-feira, 09 de outubro de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Londrina- Uma criança de seis anos ficou gravemente ferida depois de cair em uma montanha de cinzas de carvão na Colônia Coroados, Zona Sul de Londrina, na manhã do último domingo. O caso veio à tona ontem, na Câmara de Vereadores, relatado pelo vereador Tercílio Turini (PPS), que esteve no local. Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o despejo do mineral naquela área - uma propriedade rural a cerca de 5 km da rodovia PR-445 - é irregular e passível de pena.
De acordo com testemunhas, o garoto Antony Kawan estaria passando pelo local com um amigo de oito anos quando, sem perceber o perigo, teria subido em um monte de cinzas e areia. Ele teria então afundado em meio ao material, cuja temperatura era muito alta. ''Escutei a gritaria e achei que alguém tinha caído na represa aqui perto. Os dois apareceram desesperados e levamos o menino direto para o hospital'', contou o aposentado José Alves Ferreira, 60 anos, morador da área e pai da outra criança, que não se feriu.
A avó de Antony, Lucinéia Aparecida Benevides, 38 anos, afirmou que ele sofreu queimaduras graves nos pés, pernas e em um dos braços. Até ontem, a criança permanecia internada na UTI do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário (HU).
O chefe regional do IAP, Carlos Alberto Hirata, disse que um fiscal do órgão esteve no local e constatou que em meio ao amontoado de cinzas havia carvão incandescente. Parte do mineral estaria sendo depositada em Área de Preservação Permanente (APP). ''A informação preliminar é que o dono da área utiliza a cinza de carvão num processo de compostagem para adubo orgânico'', relatou, frisando que tanto o proprietário quanto as empresas que estão despejando o material podem ser penalizados.
Na tarde de ontem, ainda havia fumaça saindo de vários montes de cinzas no local do acidente. Mesmo pedaços de carvão encontrados na superfície se revelavam ferventes quando tomados nas mãos. Nenhuma cerca ou placa avisavam sobre o perigo. O dono da área não foi localizado pela reportagem.


