Menino diz que rouba para jogar fliperama
O menino A.L.M., 13 anos, foi levado pela avó à Promotoria de Justiça Vara da Infância e Juventude porque ''não sabe mais o que fazer com o neto''. Moradora no Jardim União da Vitória, zona sul de Londrina, a avó conta que o menino sai de casa e fica fora vários dias. ''A gente dá conselho, mas ele não ouve'', reclama a avó.
A.L.M. revela que já teve três passagens pelo Centro Integral de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaddi) por furto e que foi expulso da escola por ter agredido o educador. O menino foi criado pela avó porque a mãe, que é usuária de drogas, arrumou outro companheiro.
Depois de analisar o processo de A.L.M. a promotora colocou o menino de castigo. Ele terá que frequentar o contraturno no Centro de Atendimento Integral à Criança (Caic) e não poderá sair de casa à noite. ''Se você não estiver em casa no horário sua avó vai chamar a polícia e você terá que se entender comigo aqui na Promotoria'', intimidou a promotora.
Questionada sobre o futuro do menino, Édina Maria Silva de Paula, comentou que adolescentes precisam de limites. ''Se a avó conseguir fazer isso, demonstrar que se preocupa com ele, e for rigorosa, esse menino vai se recuperar'', acredita a promotora. A.L.M. disse, ao ser ouvido na Promotoria, que costuma vir ao centro da cidade pedir dinheiro e que gasta tudo em fliperama. ''Se esse menino pudesse trabalhar, teria o dinheiro para jogar e não precisaria roubar'', conclui a promotora.
O menino, que já foi ameaçado de morte por traficantes, teve a oportunidade de observar a ''lista macabra'' que a promotora mantém afixada na parede. Na relação, nomes de crianças e adolescentes vítimas do tráfico de drogas.





