Menino de Petrópolis é vítima da febre maculosa
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de novembro de 2005
Das agências 
Rio- A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou ontem o primeiro caso de um morador de Petrópolis, na região serrana do RJ, contaminado pela febre maculosa. A vítima é um menino de 8 anos, que está internado num hospital da cidade não identificado pelo Ministério da Saúde. O professor aposentado, de 62 anos, que está há duas semanas no Hospital São Lucas, no Rio, também foi contaminado pela bactéria Rickettsia rickettsii, que provoca a doença.
Com os novos resultados, sobe para cinco o número de pessoas contaminadas em Petrópolis. O foco de febre maculosa foi descoberto no fim do mês passado, em Itaipava, distrito de Petrópolis, após a morte do jornalista Roberto Moura e do superintendente da Vigilância Sanitária do Rio, Fernando Villas Boas Filho. Uma turista baiana teve febre maculosa, foi tratada e se curou. Dos contaminados, quatro estiveram hospedados na Pousada Capim Limão e andaram por uma trilha nas redondezas do estabelecimento. Ainda não se sabe se o menino que contraiu a febre maculosa esteve no mesmo local.
Até o fim da tarde a prefeitura de Petrópolis não havia sido notificada do caso nem tinha registro sobre suspeita da doença na cidade, informou a Assessoria de Imprensa.
Na sexta-feira foram colhidas amostras de sangue de cerca de 50 animais (cavalos, bois, cães e gatos) e de 30 pessoas na região da Pousada Capim Limão. Os resultados devem ser divulgados ao longo da semana. Alguns testes podem ter de ser refeitos. O primeiro exame do professor aposentado havia dado negativo, porque o material foi colhido no início da doença. Nova amostra foi enviada na segunda-feira para a Fiocruz e confirmou-se a infeção por Rickettsia rickettsii.
O professor permanece na Unidade de Terapia Intensiva, seu estado de
saúde é grave, mas estável. Os rins ainda não recuperaram as funções e ele é mantido em hemodiálise contínua, mas está lúcido e respira espontaneamente. Uma economista de 38 anos, que estava internada na Clínica São Vicente com suspeita de febre maculosa, tem alta prevista para hoje. A Fiocruz ainda investiga se ela contraiu a doença.
Para transmitir a bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da doença, o carrapato estrela infectado precisa ficar em contato com o ser humano por quatro horas, no mínimo. A recomendação é manter os animais livres de carrapatos e a vegetação rasteira perto das residências.


