Agência Folha
De Fortaleza
Um clima de revolta marcou ontem o enterro do estudante Carlos Augusto Maciel de Souza, 14 anos, que foi assassinado a tiros ontem dentro do Colégio Estadual Marechal Juarez Távora, no bairro de Fátima, em Fortaleza.
Representantes de entidades de defesa dos direitos da criança e parentes da vítima aproveitaram o enterro para protestar contra o despreparo dos responsáveis pela segurança das escolas de Fortaleza. Segundo a polícia, os tiros que mataram o adolescente teriam sido disparados pelo vigia José Luiz Raulino de Barros, que fazia a segurança na escola no momento em que Souza foi morto.
A mãe do adolescente, Maria Rosemeire de Souza, disse que ele saiu de casa por volta das 8 horas de anteontem com o objetivo de jogar futebol na quadra do colégio. Souza estava em companhia do irmão Gustavo, 13, e de um amigo conhecido apenas como Rafael. O garoto cursava a sexta série no Colégio Estadual Marechal Juarez Távora.
Quando chegaram ao colégio, de acordo com Gustavo, os adolescentes encontraram os portões fechados porque a rede escolar de Fortaleza antecipou o feriado relativo ao dia dos professores. Os garotos resolveram pular o muro, mas foram impedidos de usar a quadra pelo vigia Barros.
Após serem expulsos, os adolescentes voltaram a pular o muro da escola. O objetivo, segundo Gustavo, era recolher frutos de um cajueiro. Foram percebidos novamente pelo vigia e perseguidos em seguida. Gustavo e Rafael conseguiram fugir, mas Souza não. Gustavo disse que seu irmão ainda pediu para o vigia não atirar.
Segundo a polícia, o adolescente foi atingido por dois tiros, na região do peito.

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