O menino brasileiro Iruan Ergui Wu, de 5 anos, retido há dois meses por familiares do pai em Taiwan, deverá voltar ao Brasil no período de uma semana e 10 dias. A informação foi dada ontem pelo diplomata Paulo Pereira Pinto, chefe do escritório cultural e comercial do Brasil em Taiwan, à avó de Iruan, Rosa Leocádia da Silva Ergui. O Itamaraty enviou na segunda-feira uma carta rogatória da Justiça brasileira pedindo a repatriação do menino. Apesar dos dois países não terem relações diplomáticas, as autoridades taiwanesas foram sensíveis ao caso.
Pereira Pinto disse a Rosa, pelo telefone, que um senador taiuanês interferiu e os tios do menino concordaram em mandá-lo de volta. ‘‘Fiquei tão contente que até esqueci de perguntar o motivo’’, afirmou a avó do menino, filho de uma brasileira com um taiuanês já falecido. Iruan é criado pela avó, em Canoas, desde que sua mãe, Marisa Tatiana Ergui Tavares, morreu, em 1998.
Em março, como fazia a cada seis meses, Wu encontrou-se com o filho e a ex-sogra em Montevidéu e pediu para levá-lo a Taiwan para conhecer a família. Os dois partiram por volta do dia 15 de março e alguns dias depois Rosa recebeu um telefonema avisando que o pai de Iruan havia morrido enquanto dormia e seus irmãos pretendiam criar o sobrinho. Desde então os familiares brasileiros lutam para trazer Iruan de volta ao Brasil. O menino, que só fala português, tem se mantido mudo e nem responde mais às perguntas da avó pelo telefone, conta Rosa. ‘‘Ele está em depressão.’’

mockup