Meningite tem prevenção
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domingo, 10 de maio de 2009
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
Londrina - Depois da confirmação da notícia de que o filho da cantora Cláudia Leitte - de três meses - contraiu meningite mesmo tendo sido vacinado, muitas mães com bebês na mesma idade ficaram com dúvidas a respeito da doença. A patologia que basicamente se trata da inflamação de um líquido (líquor) que protege a coluna vertebral, o cérebro e a medula, pode ser dividida em três tipos: viral, bacteriana (meningocócica, pneumocócica e hemófilos)
e por fungo.
No filho da cantora, Davi, exames comprovaram que a meningite do bebê se tratava de origem bacteriana, do tipo meningocócica. Segundo a assessoria do hospital, o motivo do bebê ter contraído a doença, mesmo tendo sido imunizado, se explica pelo fato de que a vacina tem três doses. O garoto teria tomado apenas a primeira pela sua idade, além de ter sido para o tipo pneumocócica. Vale ressaltar que as vacinas para os três tipos de meningite não são fornecidas pela rede pública
de saúde.
De acordo com o pediatra e diretor clínico do Pronto Atendimento Infantil de Londrina (PAI), Mohamed El Kadri, a doença ocorre quando um dos tipos de vírus, bactéria ou fungo, atinge o líquor, causando a infecção. Os sintomas são muito parecidos, mas o que vai mudar de um tipo para outro será a intensidade e a gravidade deles. Entre os principais sintomas estão febre constante, vômitos incessantes e dores de cabeça, explica.
Conforme ele, nos bebês é mais difícil fazer o diagnóstico clínico. Como eles não conseguem dizer o que estão sentindo, é importante ficar atento a alguns sinais, como observar se a moleira está estufada ou manchas vermelhas pelo corpo, que pode ser um sinal de meningite meningocócica, acrescenta. Ainda segundo El Kadri, geralmente, a criança que está com a doença pode ainda ter rigidez na nuca. Isso acontence quando não ela não consegue encostar o queixo no peito. Este será mais um indício para o diagnóstico.
Após a constatação dos sintomas é feito um exame do líquor para determinar o tipo específico e então dar início ao tratamento. A viral é a mais comum e é tratada com anti-inflamatório, repouso e hidratação. Já a bacteriana deve ter um monitoramento mais intenso, pois sua evolução é rápida e agressiva. O tratamento é feito com antibióticos. A tuberculose, um tipo de bactéria, dificilmente acomete crianças, justamente pelo advento da vacina BCG, lembra.
O médico destaca que todos os tipos da doença podem ser adquiridos pelo ar. O ar contaminado entra pelas vias respiratórias, espalha-se pelo corpo, atingindo o líquido protetor. Por isso, a importância de sempre manter os ambientes arejados, principalmente quando alguém apresenta sintomas de gripe. Já o caso de sequelas, ele destaca que vai depender do grau e do diagnóstico precoce. A criança pode não desenvolver nenhuma sequela, como há casos em que pode haver deficiência auditiva, motora, e até mesmo atraso neuropsicomotor, finaliza El Kadri. A meningite meningocócica é a que apresenta maior riscos de morte.


