Meninas são feras da natação
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sexta-feira, 06 de junho de 1997
Mônica Venson Especial para a Folha 
Ney de SouzaDisposiçãoEquipe que participou do Campeonato Sul-Brasileiro de Natação e conquistou medalhas de prata e bronze Seis meninas entre 11 e 12 anos são as feras da natação de Foz do Iguaçu. Michelle Duje, Susani Silva Paz, Kauana Queiroz, Ângela Radecki, Camila Ledesma e Patricia Schimts, com disposição e bom humor, dividem o dia entre a escola e a natação.
São duas horas e meia de treinos diários. Elas só param quando está muito frio ou quando chove. A piscina onde treinam, no Ginásio Costa Cavalcanti, não é coberta e ainda não está aquecida.
Em 1995, Michelle Duje, de 12 anos, e Suzani Silva Paz, da mesma idade, receberam um certificado de pré-convocação para as Olímpíadas de 2004. O certificado foi dado pela Confederação Brasileira de Natação aos atletas que se destacaram no esporte e serve de estímulo para que eles continuem competindo e melhorando seus tempos.
Das seis meninas de Foz do Iguaçu, somente Michelle e Susani já treinavam numa escola de natação particular. As outras começaram a treinar, há um ano e cinco meses, na piscina do Ginásio Costa Cavalcanti, com o apoio da Fundação Municipal de Esportes.
Este ano, participaram do Campeonato Sul-Brasileiro de Natação, em Porto Alegre (RS), e voltaram com medalhas de prata e bronze na categoria Petiz (atletas nascidos a partir de 81). Michelle voltou com a prata na categoria Crawl, fazendo o tempo de 11s42 (onze segundos e 42 centésimos).
A técnica da equipe, Gláucia Lunkmoss, considera o resultado conseguido neste último campeonato excelente. As meninas tiveram muito pouco tempo de treino, e competiram com atletas bem mais preparados do que elas. Foi uma vitória, comenta.
Para as meninas, a natação parece uma grande brincadeira. Durante o treino, pulam e contam piadas. Às vezes, reclamam que Gláucia é muito severa, mas reconhecem que nadar faz parte de suas vidas. Kauana conta que o treino é muito chato e que as reclamações são muitas. Mas quando a gente não pode treinar parece que falta alguma coisa, a gente sente saudade de nadar.
Para Gláucia, o resultado alcançado pelas meninas, até agora, é quase um milagre, já que a maioria aprendeu a nadar na piscina do ginásio, em menos de dois anos. Algumas delas eu comparo ao Xuxa (Fernando Scherer, nadador brasileiro, medalha de bronze nas Olímpiadas de Atlanta). Elas têm dom, têm estilo e um grande futuro. Se continuarem assim, logo estarão competindo por grandes clubes e certamente serão convocadas para 2004, prevê a técnica.


