Londrina - Maria Fernanda de Jesus Braga, de nove anos, que estava desaparecida desde o último domingo em Florestópolis (Região Metropolitana de Londrina), foi encontrada morta no início da tarde de ontem. O corpo da menina foi localizado com sinais de estrangulamento em um canavial, em uma fazenda na Zona Rural do município. Segundo a polícia, o suspeito de matar a criança, o trabalhador rural Mauro Valentin, de 43 anos, confessou o crime após ser preso. Depois, levou os policiais até o local onde teria deixado a menina, que estava debaixo de folhas de cana-de-açúcar. A menina desapareceu por volta das 13 horas do domingo após ter saído de casa para comprar crédito de celular, a pedido da mãe, em um posto de combustíveis.
Uma equipe do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) da Polícia Civil do Paraná chegou à cidade na segunda-feira, a fim de auxiliar na elucidação do crime, juntamente com o delegado de Porecatu, Elisandro de Souza Correia, e o investigador de Florestópolis Márcio César. Segundo o delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Marcio Amaro, imagens de onde a menina foi vista pela última vez ajudaram a identificar o carro de Valentin. "Nas investigações, foi constatado que ele já havia sido condenado por tentativa de estupro a duas crianças na cidade de Araraquara, interior de São Paulo", relatou o delegado. O homem cumpria a pena em regime de liberdade.
De acordo com o delegado, por este motivo, ele acabou tornando-se o principal suspeito. "Com um mandado de busca e apreensão, foi preso em sua casa por porte ilegal de armas. No dia seguinte, confessou o crime", acrescentou. A prisão preventiva de Valentin foi expedida imediatamente pela comarca de Porecatu. No entanto, o suspeito foi trazido a Londrina, onde seria transferido para uma unidade prisional. "Essa decisão foi para a segurança dele", afirmou o delegado. Um inquérito será instaurado, pelos crimes de sequestro, homicídio qualificado e eventual crime sexual. Os exames do Instituto de Criminalística devem sair nos próximos dias.
Valentin disse que não planejou a morte da menina e negou tê-la violentado sexualmente. "Eu a vi andando e dei carona. No caminho da casa dela decidi desviar o caminho. Não pensei em matá-la", relatou. Apesar de negar o estupro, afirmou ter ejaculado na menina ainda viva e, logo em seguida, estrangulado com as próprias mãos. "Não sei por que fiz isso", declarou, enquanto chorava e se dizia arrependido. Ele não contou qual foi a motivação do crime, mas em depoimento à polícia teria dito que teve uma desavença com o pai da menina, já falecido, há um tempo. "Isso não passa de um subterfúgio", comentou o delegado.

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