Menina de oito anos é uma das primeiras usuárias
Curitiba- A pequena Giulia Teresawa, de oito anos, foi uma das primeiras usuárias do mouse ocular, quando o dispositivo ainda estava sendo testado na Fundação Desembargador Paulo Feitoza. Ela teve paralisia cerebral decorrente de uma infecção hospitalar logo após o nascimento prematuro, aos seis meses e meio de gestação. A paralisia comprometeu a fala e os movimentos e o uso de antibióticos prejudicou a audição.
A expectativa da professora do Departamento de Genética da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Lygia Vitória Glli Terasawa, mãe de Giulia, é de que o mouse ocular seja uma ferramenta de aprendizado e comunicação para a filha. ''A única alternativa para ensiná-la, para alfabetizá-la, será através de instrumentos tecnológicos'', disse, lembrando que a menina já demonstrou ter controle sobre o uso do mouse ao selecionar na tela do computador fotos das coisas que gosta. ''O grande desafio é fazê-la se interessar a usar do mouse para outras atividades (como aprender a ler e escrever)'', acrescentou.
Lygia teve a iniciativa de convidar o pesquisador Manuel Cardoso para o seminário na UFPR. Ela acredita que outras crianças podem se beneficiar com o uso do dispositivo.(A.L.)





