Mendoza, Argentina, 21 (AE-AP) - O ex-presidente argentino Carlos Menem, em uma reportagem publicada pelo jornal Uno, da cidade de Mendoza, ofereceu uma nova reconciliação à sua ex-mulher Zulema Yoma, de quem se divorciou há cinco anos.
"Teria que perguntar a Zulema se ela quer voltar para mim. Por minha parte, quando Zulema quiser, volto para ela", disse Menem a um jornalista do Uno, que entrevistou o ex-presidente em sua residência de Anillaco, na província de La Rioja.
Menem já havia se reconciliado com sua mulher em 1988, no início de sua campanha como candidato presidencial do peronismo, que o levaria à Casa Rosada no ano seguinte. O casal havia se separado no início da década passada, quando Menem era governador de la Rioja.
A reconciliação anterior, segundo matérias da época, foi impulsionada pelo núncio apostólico monsenhor Ubaldo Calabresi, com o argumento de que não era conveniente que um país católico, como a Argentina, tivesse um presidente separado de sua mulher.
A relação de Menem com Zulema voltou a se deteriorar quando o então presidente desalojou à força sua mulher da residência oficial de Olivos, em 1990. Zulema mudou-se, então, para um apartamento com seus filhos Carlos Facundo e Zulema María Eva, e pediu o divórcio ao ex-presidente por adultério e injúrias graves. A sentença do divórcio saiu anos depois, com uma divisão de bens não difundida.
Em março de 1995, Carlos Facundo morreu em um acidente de helicóptero. Sua mãe sempre acreditou que se tratava de um atentado criminoso, tese agora também defendida por Menem, que a rejeitava.
Na entrevista de hoje ao jornal Unu, Menem afirmou: "Um atentado desta natureza só pode ser feito por um inimigo total, não apenas de minha família, mas de meu governo".
Menem disse também que "já está instalada a idéia de que serei outra vez presidente em 2003". Mas acrescentou que "daria a minha vida para voltar a ter Carlitos, e se pudesse voltar atrás, deixaria de lado até a presidência para ter a minha família completa e unida como antes".

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