Buenos Aires, 21 (AE-DOW JONES) - O presidente da Argentina, Carlos Menem, reiterou nesta sexta-feira que não tem planos de demitir o ministro da Economia, Roque Fernández, insistindo que Fernández "ficará até o final" de seu governo. Em nota, Menem diz que nem ele, nem Fernández perderam poder. "Meu poder está intacto e tem estado assim desde 1989, recebendo admiração nacional e internacional", disse Menem na nota, aparentemente emitida por causa da expectativa da renúncia do ministro do Trabalho, Erman González.
"A possível renúncia de um ministro não faz com que ele perca poder, mas acima disto consolida tal poder", disse Menem. "É um avanço natural, a tal ponto que muitos homens permanecem comigo no gabinete desde que assumi há dez anos e meu poder, como eu disse, permanece intacto".
O jornal argentino Clarín, informou em sua edição de hoje que o presidente Memem mandou chamar o ministro González na Colômbia
onde estava ontem, provavelmente para pedir sua renúncia. González estaria recebendo aposentaria mensal de quase 8 mil pesos desde março, além do salário de 9,7 mil pesos.
Ele também teria recebido um retroativo de 222 mil pesos, segundo revelou o jornal argentino no domingo. Com sua saída, seriam dois funcionários de Menem a deixar o governo nos últimos treze dias, disse o Clarín. No dia 7, a ministra da Educação, Susana Decibe, renunciou por causa de corte no orçamento para sua pasta. Sobre os comentários de Cavallo, que teria sugerido ao Financial Times na segunda-feira a flutuação do peso, Menem disse: "Foi uma má interpretação que criou alguma incerteza. Quero acreditar que não há má fé por parte do ex-ministro".

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