Mendonça de Barros nega pressão sobre a Previ
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segunda-feira, 24 de maio de 1999
Por Ariosto Teixeira 
Brasília, 25 (AE) - O vice-presidente do PSDB e ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros desmentiu hoje matéria publicada pelo jornal "Folha de S.Paulo" envolvendo o presidente Fernando Henrique Cardoso nas articulações da privatização do sistema Telebrás. Segundo ele, a reportagem "parte de uma mentira expressa na afirmação de que o governo pressionou a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) a entrar no consórcio do banco Opportunity e da italiana Stet para fazê-lo vencer a disputa pela Tele Norte Leste contra o consórcio Telemar".
A associação entre a Previ, o Opportunity e a Stet foi negociada e decidida entre as partes sem nenhuma interferência do governo, 60 dias antes do leilão da Telebrás, garantiu o ex-ministro. Mendonça de Barros deixou o governo sob suspeita de prática de irregularidades durante a privatização da Telebrás. "Essa associação ficou documentada através de um contrato firmado entre as partes como toda essa antecedência", disse. "Portanto, é estranho que os dois repórteres da Folha não tenham tido o cuidado de se informarem sobre os fatos que efetivamente ocorreram e tenham, em relação àquela associação, feito acusações tão levianas sobre o comportamento do presidente da República" acrescentou.
Para Mendonça de Barros, os diálogos entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e o então presidente do BNDES, André Lara Resende, referem-se "a pequenos problemas ocorridos quando da assinatura do documento que oficializava, perante a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, a participação desse consórcio no leilão da Tele Norte Leste".
Essas divergências, disse, ocorridas na véspera do leilão, foram resolvidas entre as próprias partes, "sem nenhuma interferência do presidente da República".
O vice-presidente do PSDB declarou ter achado "ótima", do ponto de vista pessoal, a divulgação completa dos diálogos grampeados pelos telefones do BNDES durante a privatização da Telebrás. "Achei ótimo que aparecessem todas as fitas, porque ficou comprovado que não existia nada", comentou. Mendonça de Barros disse que se sentia constantemente "chantageado" pela possibilidade do aparecimento de novas fitas, cujo teor pudesse provar que houvera irregularidades durante a maior privatização feita no País.


