Mendonça de Barros diz que País conseguirá financiar balança de pagamentos
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quarta-feira, 06 de outubro de 1999
Por Mônica Ciarelli e Gustavo Alves 
Rio, 07 (AE) - O ex-secretário da Câmara de Comércio Exterior (Camex), José Roberto Mendonça de Barros, afirmou hoje que o Brasil conseguirá financiar sua balança de pagamentos este ano. Apesar de a balança comercial ter apresentado desempenho abaixo das expectativas, essa queda foi compensada por um maior ingresso de investimentos diretos estrangeiros, que devem chegar a US$ 25 bilhões em 1999, lembrou o economista, que participou de seminário da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), no Rio.
Mendonça de Barros, atualmente na consultoria MB Associados, também afirmou já ver "indícios" de recuperação das exportações brasileiras em agosto. Ele lembrou que os últimos dados divulgados pela Fundação de Estudos de Comércio Exterior (Funcex) revelam aumento na quantidade exportada de produtos básicos, semimanufaturados e manufaturados.
Os preços internacionais das commodities também pararam de cair, acrescentou o economista. Segundo ele, é a primeira vez no ano que as vendas externas dão sinais de reação à desvalorização do real promovida pelo governo em janeiro. O seminário da BM&F do qual participou Mendonça de Barros tratou das oportunidades de integração internacional dos mercados agrícolas.
CNI - O boletim Informe Conjuntural, divulgado hoje pela Confederação Nacional das Indústrias, também chamou atenção para o início da recuperação das exportações brasileiras. "A recuperação das economias asiáticas tem-se feito sentir fortemente em nossas exportações, principalmente nas vendas de produtos básicos e semimanufaturados", afirma o documento.
Segundo a CNI, também houve melhora nos mercados europeu
norte-americano e na América Latina. Entre junho e agosto, de acordo com os analistas da entidade, o índice médio da quantidade de produtos enviados ao exterior ficou 4% acima da média do mesmo período em 1998. "Ainda que este crescimento não seja forte o suficiente para compensar a queda de preços (-11 2%), pode significar a reversão do processo de perda de receita", avalia o boletim.


