Mendonça de Barros defende venda de debêntures da Cemig
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terça-feira, 22 de junho de 1999
Por Renato Andrade 
Belo Horizonte, 23 (AE) - O ex-ministro das Comunicações e ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luiz Carlos Mendonça de Barros, voltou a defender hoje à tarde a operação de venda das debêntures conversíveis em ações ordinárias da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), ocorrida em maio de 1997. Barros insiste que a venda respeitou todas as bases legais e que o resultado foi positivo para o governo mineiro. As declarações foram feitas durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apura possíveis irregularidades na venda das debêntures, conversíveis em 32,9% das ações ordinárias da energética mineira.
O depoimento de quase três horas não trouxe novidades. Os deputados tentaram questionar o ex-ministro sobre possíveis irregularidades na estruturação financeira da operação. Barros se defendeu, insistindo que tudo foi feito com respaldo do BNDES. O ex-ministro negou "veementemente" que na elaboração do edital de venda tenha havido participação de qualquer grupo privado interessado na compra das debêntures. "O BNDES não tem nenhuma operação questionada por ter desrespeitado a lei", afirmou ele. O debate foi marcado pelo despreparo técnico dos deputados que compõem a Comissão. Durante boa parte da apresentação, o ex-ministro teve que explicar termos técnicos a eles, como os conceitos de debêntures simples e conversível.
Parceria - A Southern Company negou hoje informação divulgada pela imprensa de que estaria deixando o Brasil e reafirmou seu compromisso com a Cemig, da qual é parceira.


