Membros do PCC são julgados em Londrina
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terça-feira, 30 de junho de 2015
Celso Felizardo<br> Reportagem Local 
Londrina O prédio do Tribunal do Juri de Londrina foi todo cercado por policiais militares ontem durante o julgamento de cinco réus acusados de integrarem o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do País. Segundo o Ministério Público, eles seriam responsáveis pela morte de Wesley Thiago Pereira, de 22 anos, em fevereiro de 2008. Cerca de 30 policiais com armamento pesado fizeram a segurança no entorno do fórum. O acesso ao salão foi controlado por detector de metais.
O julgamento começou pela manhã e tinha previsão de terminar por volta da meia-noite. A juíza Elisabeth Khater chegou escoltada pelos policiais. Um dos réus, Sérgio Aparecido Cassiano da Silva, o Zé Neguinho, é apontado pelo Ministério Público como o chefe da organização criminosa no Estado à época do crime. Com a preocupação de um possível resgate dos presos, os policiais montaram o esquema de segurança.
De acordo com a acusação, o rapaz, que morava no Conjunto Mister Thomas, na zona leste, foi sequestrado e levado para uma chácara, na zona sul da cidade, onde foi morto após um julgamento dos criminosos. Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o assassinato teria sido encomendado de dentro de presídios em represália às mortes de dois integrantes da quadrilha. Mais tarde, segundo escutas telefônicas, os criminosos descobriram que o rapaz havia sido morto por engano.
O MP apontou que o rapaz foi espancado até a morte, e o corpo, atirado à margem do Ribeirão dos Apertados. Nilton Ribeiro, advogado de Zé Neguinho, informou que as escutas apontaram que o cliente reprovou a morte de Wesley. "Quando ele condena a morte para os outros réus ao telefone fica claro que ele não foi o mandante do crime." Ribeiro também criticou a investigação do Gaeco. "Foi mal conduzida. Erraram até o presídio onde meu cliente estava."


