O técnico da ANP (Agência Nacional do Petróleo) Adalberto Gomes de Azevedo, que integrava a comissão da agência que investiga o afundamento da plataforma P-36, da Petrobras, morreu ontem de manhã. A polícia registrou o caso como morte suspeita e investiga a hipótese de envenenamento.
O delegado Sérgio Valença, da 110ª Delegacia de Polícia, que preside o inquérito, não descarta a possibilidade de assassinato. Isso porque as vísceras da vítima estavam dilaceradas, o que sinaliza, segundo o delegado, que pode ter havido ingestão de veneno. O médico que fez a necropsia, Carlos César Torres, disse que ainda depende de exames para atestar a causa da morte. Mas adiantou que pode ter sido por envenenamento ou intoxicação alimentar.
Torres disse que as vísceras foram encaminhadas para exames toxicológico e patológico, que levam até dez dias para ficar prontos. O delegado aguarda a conclusão do laudo para decidir se instaura inquérito sobre o caso. De acordo com o médico, a família levantou a suspeita de intoxicação alimentar. Azevedo teria comido na quinta-feira passada, na hora do almoço, um cachorro-quente na lanchonete Suco Mania, perto da sede da ANP, no centro do Rio.
No mesmo dia, pegou um ônibus para a cidade de Teresópolis (a 90 km do Rio), onde morava, e começou a passar mal. Teve diarréia e vomitou muito. Chegando na cidade, Azevedo foi internado na Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima. No domingo, o diretor-técnico Elói Fernandes e o superintendente de Desenvolvimento de Produção da ANP Osvaldo Pedrosa foram visitá-lo, no hospital.
No mesmo dia Azevedo foi operado para a retirada de tecido necrosado na região do abdômen. Ontem, a Vigilância Sanitária, a pedido da ANP, vistoriou a Suco Mania. O órgão informou não ter encontrado irregularidades graves.

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