Maringá completa amanhã 52 anos despertando para a melhoria da qualidade de vida da região. A cidade, que polariza 120 municípios do Noroeste, já é considerada uma das melhores do País para se morar. Faltava, segundo as lideranças políticas e empresariais, um trabalho voltado para o desenvolvimento sustentado de toda a região. A iniciativa partiu da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), que reúne os 29 municípios em torno de Maringá. A entidade se estruturou e fez um diagnóstico de cada município, sempre ouvindo a população.
‘‘Por muito tempo Maringá se omitiu de liderar a região. Hoje estamos mudando a situação’’, afirma o prefeito Jairo Gianoto (PSDB). Ele diz que apesar de a cidade ser moderna e ter uma economia forte e diversificada, existem resistências por parte de alguns setores, que preferem uma Maringá ‘‘provinciana’’. ‘‘Não podemos desprezar a liderança natural da cidade sobre toda a região’’, afirma. Pelo menos 50% da população dos 30 municípios que fazem parte da Amusep está em Maringá, e todas as cidades dependem de alguma forma da economia local.
Durante os últimos três anos a entidade municipalista fez uma avaliação geral de cada um dos 30 municípios. ‘‘Os números surpreendem pelo potencial da região, e estamos avançando na busca de benefícios comuns’’, atesta o coordenador da Amusep, Vicente Gonçalves. Em 1996, quando foram coletados os primeiros dados, o Produto Interno Bruto (PIB) da região era de R$ 4.958,69, contra R$ 5.499,34 de Maringá e R$ 5.481,19 do Paraná. ‘‘Mostramos através dos valores que a economia de Maringá e de toda a região é forte, e merece um projeto de desenvolvimento’’, afirma Gonçalves.
Outra surpresa ficou com a renda média mensal das famílias na região, entre R$ 500,00 e R$ 900,00. A menor renda foi detectada no município de Presidente Castelo Branco, de R$ 512,00 por família, o que é uma média excelente se comparada com a do Brasil, em torno de R$ 220,00 ao mês. O desemprego, principal preocupação dos prefeitos não apenas na região de Maringá, ficou dentro de uma média aceitável, de sete a 10%, com picos entre os trabalhadores com mais de 40 anos. A média no País é de 18%. Mas a pesquisa mostrou também que entre 71% e 75% dos domicílios não possuem desempregados. ‘‘O que ajuda a evitar a formação de bolsões de miséria absoluta’’, explica Gonçalves.Marcos NegriniCartão-postalCatedral de Maringá: ponto de referência de uma das melhores cidades do País para se morarMarcos Zanatta

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