Melhora qualificação de professores universitários
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de abril de 1998
Agência Estado 
A qualificação dos professores de instituições de ensino superior melhorou nos últimos anos, mas ainda é grande o número de professores, em relação à quantidade de alunos, mostra o último censo de ensino superior do Ministério da Educação. O censo, concluído em 1996, constatou um crescimento de 33,2% do número de mestres e de 41,7% de doutores entre 1990 e 1996. De acordo com o MEC, também nas instituições federais, cujos professores estão em greve, houve melhoria na qualificação. Dados ainda mais recentes, mostram que entre 1994 e 1997, o número de doutores cresceu de 22% para 30% e de 37,6% para 38,4% no de mestres.
O censo trouxe uma boa notícia para quem trabalha e tem pouca chance de frequentar o ensino público superior. Entre 1990 e 1996, o número de vagas noturnas aumentou, principalmente nas universidades municipais, que tinham 24 mil vagas e passaram a oferecer 47 mil em 1996. Apesar do crescimento de 10,4% nas vagas oferecidas pelo conjunto das instituições nos vestibulares, o número ainda é pequeno.
A relação entre o número de professores e o de alunos ainda é considerada distante dos padrões aceitáveis. De acordo com o censo, em 1986 existiam 12,1 alunos por professor. Dez anos depois, esta relação foi para 12,6. A média internacional é de 15 alunos para cada professor. As distorções acabam por aumentar o custo do aluno. O governo defende a regulamentação da autonomia das universidades para que o setor pública tenha condições de planejar uma e adequar o quadro de pessoal.


