São Paulo, 10 (AE) - O serviço dos trens das linhas Leste e Leste-Variante da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos teve uma melhora na avaliação popular, de acordo com a última pesquisa de qualidade dos serviços de transporte feita pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), em agosto de 1998. A soma dos porcentuais das avaliações de excelente e bom subiu de 28%, em outubro de 1997, para 38%, em agosto de 1998.
Apesar disso, o serviço das duas linhas ainda é o pior entre os seis sistemas avaliados na pesquisa: ônibus municipais de São Paulo, intermunicipais e os da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), metrô, Linhas Sul e Noroeste-Sudeste da CPTM (até 1994 administradas pela Fepasa) e Linhas Leste e Leste- Variante (administradas pela CBTU até 1994).
A avaliação dos trens da CPTM/CBTU tiveram sua melhor avaliação na última pesquisa, ultrapassando os 33% de aprovação obtidos em novembro de 1991. A pior avaliação do sistema foi verificada em novembro de 1995, com 13% de aprovação e 64% de rejeição (péssimo). Sucatamento - Para o presidente da ANTP, Rogério Belda, os trens das Linhas Leste e Leste-Variante sofrem ainda com o sucatamento ocorrido nos anos em que a ferrovia ainda era administrada pelo governo federal, por meio da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e, antes, pela Central do Brasil. "A administração da Central do Brasil ficava no Rio de Janeiro e, por isso, os investimentos ficavam concentrados lá", comenta.
Uma comparação com o serviço da CPTM nas Linhas Noroeste- Sudeste e Sul, que eram administradas pela Ferrovias Paulistas S.A. (Fepasa) até 1994, demonstra a defasagem. Na última pesquisa da ANTP, o serviço da CPTM/Fepasa obteve aprovação de 66% dos passageiros e rejeição de apenas 6%.
Na avaliação do sindicato dos ferroviários, os problemas na CPTM são decorrência de má administração. "Nunca havia sido investido na ferrovia tanto como nos últimos quatro anos, mas aplicaram muito mal", avalia o presidente do sindicato, José Mendes Botelho. "Sou o engenheiro mais antigo dessa ferrovia e nunca a vi tão mal administrada como hoje", diz. (Rogerio Wassermann)

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