Não bastasse a tragédia de perder um parente ou ficar com sequelas do acidente, as vítimas da explosão no Osasco Plaza tiveram de enfrentar o descaso ou ineficiência da administração do shopping na prestação de ajuda. Um ano depois, contudo, a assistência às vítimas está mais profissionalizada e presente. Até seis meses depois da tragédia, o shopping havia gasto R$ 141.004,55 com despesas médicas, cestas básicas e auxílio às famílias mais pobres. Hoje, a administração avalia que a soma já ultrapasse R$ 1 milhão.
‘‘No começo estávamos perdidos’’, desculpa-se o diretor da B7 Participações, Marcelo Zanotto. Mensalmente, são doados cerca de R$ 70 mil à Associação dos Lojistas de Osasco que são distribuídos às famílias. Segundo Zanotto, essa foi a maneira encontrada pela empresa de ajudar às vítimas sem assumir a culpa pelo acidente. O procedimento teria sido orientado por advogados.
Zanotto, garante que a ajuda que o shopping tem dado às vítimas independe das ações na Justiça. ‘‘Ninguém precisa ficar com receio de não receber mais nada só porque ganhou na Justiça.’’
O Serviço Social tem 172 pessoas cadastradas, entre feridos e famílias de mortos. Na contagem do shopping, cerca de 70 sofreram lesões graves, dentre elas, 12 tiveram membros amputados e 40 recuperam-se bem. As demais devem ficar com sequelas.

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