Melhora a avaliação do governo FHC, diz pesquisa
Brasília, 16 (AE) - A pesquisa CNT/Vox Populi, divulgada há pouco pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostrou que, de 2.000 pessoas entrevistadas no início de novembro, 11% consideraram positivo (ótimo e bom) o desempenho do presidente Fernando Henrique Cardoso, depois que apenas 8% haviam manifestado esta opinião em outubro. A avaliação do desempenho do presidente como "regular" também melhorou, de 27% para 28%, de outubro para novembro, enquanto a avaliação negativa (ruim e péssimo) caiu de 62% em outubro para 59% em novembro.
O desempenho do presidente também foi avaliado sob a ótica de assuntos importantes para o País. Em uma escala de um (péssimo) a cinco (ótimo), o presidente ainda é identificado basicamente por temas econômicos, tais como estabilidade da economia (2,13), incentivo ao desenvolvimento do País (2,12), combate à corrupção (1,90) e combate ao desemprego (1,56).
Violência - A pesquisa da CNT/Vox Populi também avaliou temas urbanos que vêm inquietando a população, como a violência, especialmente as últimas rebeliões de menores infratores. Para 84% dos entrevistados no início deste mês, os menores com mais de 16 anos de idade deveriam responder criminalmente pelos seus atos, enquanto 12% discordam dessa tese. A grande maioria dos entrevistados (92%) acredita que, nos últimos quatro anos, o número de menores infratores vem aumentando, enquanto só 5% acreditam que está o mesmo e 1% acha que diminuiu.
O tráfico de drogas é um motivo que recebe o maior número de menções (25%), quando se pergunta o que leva um menor à infração. O descaso da família é apontado pr 22% dos entrevistados; o desemprego, por 20% e a falta de políticas sociais, por 12%; falta de religião, 9%; descaso da sociedade, 5% e falta de policiamento, 4%. Os 3% restantes não souberam ou não quiseram responder. Sobre as alternativas de pena para os menores infratores, 67% disseram acreditar que os menores deveriam prestar serviços à comunidade, ao invés de ficar presos
enquanto 16% defendem o aumento do número de presídios.





