Sob cobrança global por fracassar no combate ao avanço do desmatamento e das queimadas na Amazônia – que o coloca entre os líderes mundiais na emissão de gases de efeito estufa –, o Brasil se antecipou no cumprimento das metas internacionais de redução de substâncias que destroem a camada de ozônio. O paradoxo no meio ambiente se destaca na pesquisa Indicadores do Desenvolvimento Sustentável (IDS) Brasil 2008, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  O estudo também mostra que a poluição atmosférica brasileira mudou de perfil. As emissões industriais caíram, mas o ar é afetado negativamente pelo aumento da frota de veículos, fruto do crescimento econômico, e pela queima de mata no Norte e no Centro-Oeste e de cana-de-açúcar no Nordeste, em Minas e em São Paulo.
  Por outro lado, ‘‘o Brasil vem reduzindo aceleradamente o consumo de substâncias destruidoras da camada de O3 (ozônio), superando as metas estabelecidas para o País no Protocolo de Montreal’’, assinala o estudo. De acordo com dados do Núcleo de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente, a queda nas substâncias foi de 11.198 toneladas para 1.431 toneladas, de 1992 a 2006.
  Quanto ao gás carbônico, um dos causadores do efeito estufa, contudo, a situação brasileira se inverte. ‘‘No caso do Brasil, a principal fonte de emissão de CO2 é a destruição da vegetação natural, com destaque para o desmatamento na Amazônia e as queimadas no Cerrado’’, diz o estudo. ‘‘Essa atividade responde por mais de 75% das emissões brasileiras de CO2, sendo a responsável por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa.’’


Proíbe a importação ou exportação de várias substâncias para qualquer Estado que não seja parte do Protocolo, beneficiando os países em desenvolvimento

O estudo mostra que o problema é antigo: em 1990, de 978,583 milhões de toneladas de CO2 emitidas, 77,5% foram causadas pela derrubada e queimada
de matas

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