MEIO AMBIENTE - ONG mostra efeitos do aquecimento global no BR
Em março de 2004, a região o Sul do Brasil registrou um fenômeno climático inédito: o primeiro furacão formado no país. O Catarina atingiu as áreas costeiras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, causando prejuízos de mais de R$ 1 bilhão e 11 mortes. O aparecimento de um furacão no Brasil é conseqüência do chamado aquecimento global, causado principalmente pela emissão de gases na atmosfera, que causam o efeito estufa. As evidências científicas dos efeitos do aquecimento global em várias regiões do Brasil estão no relatório Mudanças do Clima, Mudanças de Vidas, lançado semana passada pela organização não-governamental Greenpeace. Com relação a furacões, o Atlântico Sul era considerado uma zona livre de furacões até a ocorrência do Catarina em 2004. E algumas instituições de pesquisa, como as do Reino Unido, por exemplo, mostram que no futuro pode ser a rota (Atlântico Sul) de novas tempestades fortes e até mesmo furacões, entre o Sul do Brasil e o Rio de Janeiro, afirma o coordenador no Brasil da Campanha de Clima do Greenpeace, Carlos Rittl.
Estruturalmente, um furacão é uma grande área giratória de nuvens e atividades de tempestade. A fonte de energia primária de um furacão é o lançamento de calor pela condensação do vapor de água a altitudes elevadas. Por causa disto, um furacão pode ser considerado uma máquina de calor vertical gigante.
De acordo com a ONG, os Estados Unidos são o país que mais emite gás carbônico na atmosfera, um quarto do total de emissões do mundo. O Brasil ocupa a quarta posição no ranking dos poluidores. Por aqui, o desmatamento da Amazônia é o principal responsável pela emissão brasileira.
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