São Paulo, 31 (AE) - Apontado como articulador antiimpeachment e, segundo Nicéa Pitta, dos supostos subornos a vereadores, o secretário do Governo Municipal, Carlos Augusto Meinberg, já foi alvo de uma série de acusações. Algumas resultaram em condenações.
Como presidente do Banespa nas gestões de Orestes Quércia (1987-90) e Luiz Antônio Fleury Filho (1990-94), ambas do PMDB, teve os bens bloqueados pela Justiça em novembro de 1997 por um empréstimo que teria dado prejuízo de R$ 3,6 milhões ao banco. O secretário informou que o bloqueio foi julgado extinto em 1.º de março e a ação civil pública encontra-se em fase de perícia.
Ele foi ainda condenado em primeira instância em 1998, com mais oito ex-presidentes do banco, a ressarcir R$ 128,9 milhões aos cofres públicos, num dos principais escândalos dos governos Quércia e Fleury. O motivo foi a contratação - irregular ou de "fantasmas" - de 1.390 funcionários pelo Banespa S.A. Serviços Técnicos e Administrativos (Baneser). Meinberg alega que a ação popular, que tramita na 12ª Vara da Fazenda Pública, é desprovida de qualquer fundamento legal e, por vários recursos, está no Tribunal de Justiça.
Na sua condenação mais recente, em dezembro, o secretário teve novamente os bens bloqueados, até ressarcir R$ 168.271,95 ao Erário. A acusação era de improbidade administrativa pela contratação, quando era presidente da Companhia de Processamento de Dados do Município (Prodam), de Nabiha Abud Baccarin para exercer uma função voluntária. Nabiha é ex-presidente do Centro de Apoio Social e Atendimento (Casa) e também teve os bens bloqueados.
Segundo Meinberg, a ação civil do caso proposta pelo Ministério Público em novembro está sendo contestada.
Discreto, o secretário atua nos bastidores. É o principal articular de negociações com a Câmara em votações de interesse do Executivo. Chegou a ser considerado por vereadores governistas como o "pára-choque do prefeito".

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