São Paulo, 24 (AE) - Projetos de megausinas elétricas na Amazônia voltam a movimentar técnicos, desta vez da Eletronorte, juntamente com parceiros privados, que se interessam por investimentos no Norte do País, que podem chegar a mais de US$ 9 bilhões. Uma usina de 11 mil megawatts está projetada para o Rio Xingu, é a de Belo Monte, que não terá a necessidade de grande inundação, devido a configuração geográfica do local onde será instalada.
Belo Monte vem sendo projetada pela Eletronorte e seria uma solução não só para o Norte, mas também para todo o País, já que hoje há a ligação Norte-Sul, um linhão de quase 2 mil quilômetros que interliga as duas regiões do Pais e como o Sudeste já está ligado ao Nordeste, o Brasil todo pode ter geração de energia sendo realizada em diferentes locais, abastecendo diferentes regiões.
Belo Monte, se construída, será a segunda maior do País em potência instalada, perdendo apenas para Itaipu, que tem hoje instalados 12.600 megawatts de potência, podendo ainda ganhar até 2001, mais duas novas máquinas de 700 megawatts cada uma. Uma licitação está em andamento, a passos de tartaruga, para esta definição.
Outro empreendimento na Amazônia que está em andamento é a construção da fase II de Tucuruí, para gerar mais 4 mil megawatts, elevando a capacidade da usina dos atuais 4 mil megawatts para 8 mil megawatts. Também será construído pelo sistema de parceria, com a construtora Camargo Corrêa devendo investir nas suas obras. O projeto está em uma fase quase final de análise.
A primeira fase de Tucuruí foi construída pela mesma Camargo Corrêa. Quanto a Belo Monte, há a disposição de indústrias instaladas no País em fornecerem os equipamentos. Uma estimativa feita quanto ao custo do investimento em Belo Monte, é de US$ 7 bilhões; e o de Tucuruí, mais US$ 2 bilhões.

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