São Paulo, 20 (AE) - A Megatel, concorrente da Telefônica em São Paulo, está se preparando para começar a contratar 500 profissionais de nível técnico. O call center, que ficará em Campinas, terá entre 200 e 250 atendentes. Os reparadores e instaladores de telefones serão entre 150 e 200. As demais vagas serão de pessoal administrativo e de tecnologia da informação.
A empressa optou por não terceirizar esses serviços de relação direta com o cliente, ao contrário do que fez a Telefônica. Serão repassadas a outras companhias, no entanto, as obras de cabeamento e fibras óticas para atender aos clientes corporativos no próximo ano.
A tarefa de colocar de pé uma empresa do nada tem levado a cúpula da Megatel a fazer maratonas de entrevistas com candidatos a gerentes. Há duas semanas, os diretores da empresa entrevistaram mais de cem candidatos num só dia. Para os cargos de diretoria, a Megatel recebeu mais de 700 currículos sem ter colocado qualquer anúncio nos jornais.
Em junho, a Megatel tinha dois funcionários, incluindo o presidente Virgílio Freire, que deixou a Lucent, fabricante de equipamentos de telecomunicações. Hoje, a empresa tem 60 empregados, com o nível gerencial praticamente completo. A média de contratação, segundo Freire, tem sido de dez funcionários por dia. Até o final do ano 2000, serão 1500 empregados.
"Estamos tomando decisões rápidas, mas nem sempre perfeitas", disse Freire. "Se fôssemos tomar decisões perfeitas, as tomaríamos apenas em dezembro, quando a empresa tem que estar funcionando", acrescentou. "A cultura da empresa é a de tomar decisões rápidas".

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