Megaoperação policial prende 9 em Campinas
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Campinas - Nove pessoas foram presas e pelo menos dois mil veículos vistoriados na megaoperação das polícias estaduais de Campinas e de São Paulo durante ontem, em Campinas. As blitze mobilizaram 252 viaturas e 750 homens das duas corporações.
A polícia civil deslocou 102 veículos e 300 homens. Já a PM mobilizou um efetivo de 450 homens e 150 viaturas. Entre os presos está Edmir Roque Júnior, tio de Wanderson Nilton de Lima, conhecido como Andinho, o mais procurado criminoso da região, a quem são atribuídos vários sequestros. Também foi detido o fugitivo Rubens Pereira da Silva, outro membro da quadrilha de Andinho.
Roque Júnior era outro foragido, com passagens pela polícia por tráfico, receptação e roubo. Mais quatro pessoas foram detidas por porte de entorpecentes, duas por porte de armas e um fugitivo. O delegado geral da polícia civil, Marco Antônio Desgualdo, avaliou como positiva a operação.
O delegado Anti-Sequestros de Campinas, Joel Antônio dos Santos, disse ontem que há pelo menos três quadrilhas de sequestradores agindo na região de Campinas. Segundo ele, o sequestro da comerciante Rosana Melotti, assassinada em frente à sua casa pelos sequestradores na última quinta-feira, foi praticado por uma facção da quadrilha de Andinho ou por outra que estaria usando os mesmos métodos. Ele disse que as investigações estão sendo feitas com cautela porque a mesma quadrilha mantém em cativeiro outra mulher, moradora da mesma rua onde morava Rosana.
De acordo com o delegado, a polícia não recebeu nenhuma denúncia de que havia ciganos envolvidos na quadrilha que sequestrou Rosana, membro da comunidade cigana de Campinas. Pode ser que seja mandante, mas não havia cigano com a quadrilha no momento da execução da vítima, disse.
Santos comentou ainda que desconhece a existência de uma lista de possíveis vítimas de sequestro no bairro Parque Taquaral, onde morava a Rosana. Ele explicou que ainda não conseguiu ouvir a família da morta, que se mudou do bairro logo depois do assassinato.


