Megaoperação apreende 6 toneladas de drogas
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - O Ministério da Defesa divulgou ontem o balanço da megaoperação Ágata 5, encerrada na segunda-feira depois de duas semanas de intensa movimentação de tropas na faixa de fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul. No total, 31 pessoas foram presas e seis toneladas de droga foram apreendidos durante o mutirão, que reuniu 17 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
A mobilização nos 3,9 mil quilômetros de fronteira com Bolívia Paraguai, Argentina e Uruguai também apertou a fiscalização em campos de aviação e no patrulhamento em rios ou barreiras nas rodovias e estradas vicinais. No período, ocorreram 191.868 apreensões, vistorias e revistas; 148 inspeções em aeródromos, combustível de aviação, aeronaves e pilotos. Os resultados foram apresentados por videoconferência ao ministro Celso Amorim.
No Paraná, a operação apreendeu nove veículos, 240 quilos de maconha, 500 quilos de crack, 1.200 cartelas de medicamentos contrabandeados, 35 frascos de lança-perfume, uma carga de anabolizantes, seis armas de fogo, 500 munições e 1,2 mil volumes de mercadorias estimados em R$ 1,5 milhão. Ao todo, no Estado foram realizadas mais de 45 mil vistorias em veículos e embarcações
Na primeira semana, o serviço de inteligência conseguiu localizar material explosivo em Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Apenas na Fazenda Santa Mariana, em Itiquira (MT), foram apreendidos 7.725 quilos de nitrato de amônia e 3.855 quilos de emulsão de dinamite. Essa carga estava no interior de um caminhão e a destinação do material será investigada pelo Exército.
Durante a operação foram feitas 879 inspeções em acampamentos ribeirinhos que resultaram em 48 notificações. Além disso, segundo os números divulgados, ocorreram 205 fiscalizações de produtos controlados. Foram montados 2.274 postos de bloqueio e controle de estradas e fluviais. O Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) realizou 19 interceptações aéreas.
As Forças Armadas realizaram também ações cívico-sociais com o objetivo de atender a população carente que reside na área de fronteira. De acordo com o balanço, em duas semanas ocorreram 122 ações desta natureza com 7.617 atendimentos médico-odontológicos e 15.638 atendimentos diversos aos cidadãos, como por exemplo, entrega de medicamentos ou roupas.
As ações cívico-sociais contaram com a participação do Ministério da Saúde no repasse de medicamentos para a população carente. Em duas semanas foram distribuídos cerca de 3 mil kits com remédios e materiais médicos. Os produtos foram entregues em 30 municípios e localidades dos quatro Estados.
A parceria entre os Ministérios da Defesa e da Saúde possibilitou também o atendimento em reservas indígenas. A expectativa é que na próxima edição da Ágata o procedimento seja mantido e outros setores do governo possam participar da operação.
Parte do Plano Estratégico de Fronteira (PEF), instituído por decreto da presidenta Dilma Rousseff de junho de 2011, a quinta edição da Ágata contou também com a participação de oito ministérios e cerca de 30 agências reguladoras ou organismos públicos federais, estaduais e municipais. Até o fim do ano, o Ministério da Defesa deverá deflagrar a Ágata 6. A região de fronteira ainda será definida pelo setor de inteligência.


