Londrina - Professores e funcionários do Colégio Estadual Thiago Terra, no Jardim União da Vitória I (Zona Sul de Londrina), estão assustados. Carros já foram apedrejados e a diretora do colégio Maria Ângela Leite está sofrendo ameaças de morte. ''Cheguei ao limite, desde o ano passado eu procuro o Núcleo de Educação e a Patrulha Escolar, mas o problema não é resolvido'', lamentou a educadora.
De acordo com Maria Ângela, não são os estudantes, mas adolescentes do bairro que não dão trégua. ''Eles ficam no alambrado que cerca o colégio xingando, ameaçando, tacando pedra. E também invadem'', disse.
A situação motivou a comunidade escolar a se mobilizar em busca de soluções. Uma reunião, com participação de representantes da escola, da comunidade do bairro e da Patrulha Escolar, está marcada para hoje.
Se durante o dia as ameaças são rotineiras, à noite o medo é ainda maior. ''É uma escuridão, pois na rua não tem muita iluminação, então quando saio daqui já aviso quem pega carona comigo: vocês estão correndo risco, pois se vierem atrás de mim pode sobrar para vocês'', declarou ela.
''Faz meses que procuro o Núcleo para consertar a iluminação da nossa quadra. Como não tem luz não há aula de educação física e o ambiente fica ainda mais perigoso'', acrescentou.
A presidente da Associação de Pais e Mestres, Adriana Aparecida de Lima, torce para que a situação mude. ''Está uma pouca vergonha a falta de segurança aqui'', esbravejou. Para a diretora, um muro alto amenizaria a situação. ''Não temos inspetor de pátio e o local é todo aberto. Apesar das cercas, estranhos entram a todo momento. O muro diminuiria isso. Se tivesse alguns guardas melhoraria também'', declarou.
A chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Lúcia Cortez, ficou surpresa ao tomar conhecimento da situação do Colégio Thiago Terra. ''A diretora me ligou na quarta-feira para falar sobre as ameaças e depredações. Já entrei em contato com o comandante da Patrulha Escolar para ter apoio''. Sobre a iluminação da quadra, Lúcia informou que já encaminhou o pedido para Curitiba.
A estrutura onde funciona hoje o Colégio Estadual Thiago Terra pertencia à Escola Municipal Bárbara Falcovski Vieira. ''Até o ano passado o Thiago Terra era no Caic e aqui no União da Vitória estudavam turmas de 1 a 4 série. A troca nos prejudicou, pois o local não tem estrutura de ensino médio'', acrescentou Maria Ângela. A transferência de imóvel, segundo a chefe do NRE, teve o objetivo de tornar mais fácil o acesso dos estudantes.

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