Proprietário de uma caminhonete em São Pedro do Ivaí, o agricultor Eronildes Paulino, de 56 anos, afirmou que sente medo, mas confia em Deus para que não seja assaltado. "Além disso, a minha caminhonete é velha. Os bandidos gostam de caminhonetes novas. Eu acho que dificilmente eles tentariam roubar a minha", ressaltou. Várias pessoas deixaram de circular pelas ruas durante a noite. Aquelas que tinham por hábito deixar os portões de suas casas abertos passaram a colocar cadeados. A maioria das casas possui muros ou grades baixos, mas já há quem cogite aumentar a altura para evitar o ingresso de bandidos dentro de suas residências.
Outros pensam em vender a caminhonete para não chamar a atenção de bandidos. O auxiliar de produção Mateus Henrique da Silva, de 19 anos, afirmou que seu pai cogitou vender a caminhonete para adquirir um veículo mais discreto. "Minha família me pediu para que eu evitasse andar na rua durante a noite. Estão todos chocados", relatou Silva. Ele ressaltou que desde a morte do agricultor, toda vez que entra ou sai de casa, liga para a empresa de vigilância de sua rua pedindo que o segurança possa acompanhá-lo para evitar surpresas.
O advogado Henrique Blaskvicz, de 68 anos, mora em frente da casa de Marco Antônio Zulian, morto após roubo, apontou que o governo deveria investir mais em educação para evitar esse tipo de situação. Ele acrescentou que hoje esses bandidos têm acesso a drogas e que há uma omissão do Estado no sentido de garantir a segurança dos moradores. (V.O.)

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