Kaynasli, Turquia, 14 (AE-AP) - Enquanto previsões de uma nova catástrofe apavoravam hoje (14) a população turca, as equipes de resgate iniciavam uma luta contra o relógio na tentativa de retirar mais sobreviventes dos escombros do terremoto de 7,2 graus na escala Richter, que abalou o norte da Turquia na sexta-feira, causando pelo menos 374 mortes.
Os principais jornais do país, contudo, destacavam as análises de Ahmet Mete Isikara, chefe do Instituto Sismológico de Kandili, de acordo com as quais eram grandes as possibilidades de o país ser atingido por mais um grande tremor nos próximos dias.
O terremoto de sexta-feira teve seu epicentro na cidade de Duzce, Província de Bolu. A Turquia ergue-se sobre uma região geológica conhecida como Falha de Anatólia Central, o que sujeita o país a tremores frequentes. "Preparem-se para um novo sismo", recomendava, em machete, o jornal turco Zaman.
De acordo com os números oficiais, já foram resgatados 374 corpos, entre os escombros de cerca de 700 edifícios que ruíram, principalmente em Duzce, na sexta-feira. Pelo menos 3 mil pessoas ficaram feridas e dezenas de milhares estão desabrigadas
segundo o centro de crise do governo turco. Mais de 2 mil bolsas para cadáveres foram pedidas pelas autoridades da região.
O terremoto em Bolu é a segunda grande tragédia a abalar a Turquia desde 17 de agosto, quando um tremor de intensidade semelhante ao de sexta-feira causou a morte de aproximadamente 17 mil pessoas no país.
Os trabalhos de resgate são realizados por soldados do Exército, bombeiros, policiais e integrantes do corpo de defesa civil da Turquia, que se somaram a 1.200 especialistas de 20 países estrangeiros - principalmente de Israel, Rússia, Argélia, Ucrânia, Alemanha, Grécia e Itália -, destacados para ajudar nas buscas.
Mas a esperança de encontrar pessoas vivas sob os escombros diminui na medida em que o tempo passa. "Apesar de ser possível
considera-se exceção o resgate de sobreviventes soterrados após 72 horas", afirmou um dos líderes das equipes de socorro, que utilizam cães treinados, sondas eletrônicas e escavadeiras para localizar mais sobreviventes.

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