Londrina- Preocupados com a possibilidade de serem contaminados pelo vírus da gripe A (H1N1), londrinenses têm contribuído para um transtorno que já vem se agravando desde a chegada do inverno: hospitais da cidade estão cada vez mais lotados. Algumas instituições estão recusando atendimento a pacientes que apresentam sintomas de gripe e que necessitam de internação. Já outras, como a Santa Casa de Londrina e o Hospital Mater Dei providenciaram alas específicas para atender pacientes gripados.
A Secretaria Municipal da Saúde enfatiza que não há motivo para preocupação e pede às pessoas com sintomas de gripe que evitem procurar os hospitais, priorizando atendimentos nas cerca de 30 Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Na tarde de ontem a maioria dos prontos-socorros de Londrina estava cheia. A imagem de funcionários e pacientes utilizando máscaras já é comum pelos hospitais.
A partir de hoje, a Santa Casa de Londrina e o Hospital Mater Dei vão atender pacientes com sintomas de gripe em alas específicas, mas a direção do hospital pede a colaboração da comunidade para que evitem procurar a instituição priorizando as UBS.
De acordo com o superintendente da Irmandade Santa Casa de Londrina (Iscal), Fahd Haddad, só entre os meses de junho e julho, 62 pacientes passaram pelos três hospitais da entidade com suspeita de Gripe A e nenhum dos casos foram confirmados. ''A procura pelos hospitais aumentou muito. As pessoas precisam ir até seus médicos, procurar uma UBS porque temos outros pacientes para atender também e a situação está ficando bastante crítica'', comentou. Segundo o médico, só o Hospital Infantil tem registrado 35 atendimentos de casos de gripe por dia; o Mater Dei, 25 e a Santa Casa, 14.
Em frente ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) dezenas de pacientes com máscaras aguardavam para serem atendidos ontem à tarde. ''Eu acho que posso estar com a gripe porque comecei a ficar com febre de ontem para hoje muito rapidamente'', comentou João Paulo Felix, 18 anos, que aguardava para ser atendido. A comerciante Aline Almeida Silva, 22, também teme estar com a doença, principalmente por trabalhar num shopping popular e conviver com grande número de pessoas. ''Minha febre não passa desde ontem e estou com muita tosse e dor no corpo. Eles coletaram meu sangue e tiraram raio-X. Estou aguardando resultados'', comentou em frente ao PAM.
De acordo com a responsável pela Ouvidoria da Secretaria Municipal da Saúde, Nereide Bonini, o tempo de espera para atendimento no PAM tem sido de três horas em média. As outras unidades, como a do Conjunto Maria Cecília (Zona Norte) e Jardim Leonor (Zona Oeste) têm mantido uma média de uma hora e meia. ''As pessoas devem procurar todas as UBS porque todos funcionários estão preparados para atender sintomas de qualquer tipo de gripe'', disse.
Ontem, o Hospital do Coração estava evitando atender pacientes com sintomas de gripe. A unidade está com seus 56 leitos lotados e não há espaço para isolamento. Segundo a assessoria de imprensa, o atendimento voltará ao normal assim que houver leitos disponíveis. Já o Hospital Evangélico, apesar de não estar recusando atendimento, estava com seu pronto-socorro lotado e dois pacientes aguardando vagas na UTI.

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