Medo da gripe A fecha escolas no Paraná
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quinta-feira, 30 de julho de 2009
Fernando Rocha Faro e Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Londrina - A enfermeira Maria Aparecida da Silva, 42 anos, moradora da Vila Recreio (Área Central), vai precisar levar a filha de 6 anos para o emprego a partir de hoje por causa da gripe A. A rotina deverá persistir até 10 de agosto, quando as aulas nas escolas públicas serão retomadas. Vai ficar difícil. O patrão vai ter que entender, declarou. A suspensão das aulas foi determinada pelo governador Roberto Requião (PMDB) e vale para todo o Paraná e também para as instituições de ensino superior.
As secretarias estaduais da Saúde (Sesa), Educação (Seed) e Ciência e Tecnologia (SCT) anunciaram ontem a suspensão das aulas na rede de ensino e universidades estaduais até o dia 10 de agosto. A determinação segue a decisão de outras redes de ensino, como alguns municípios e escolas particulares já tinham informado nesta semana.
Segundo a secretária estadual de Educação, Yvelise Arco-Verde, a medida foi tomada em decorrência do clima de insegurança das famílias. Queremos tranquilizar a sociedade e estar juntos com as outras redes de ensino. Neste período sem aulas, iremos intensificar o trabalho de orientação da prevenção através de treinamento para os professores e funcionários, afirmou.
As instituições particulares de Londrina também param a partir de hoje. A suspensão das aulas, a princípio, é válida pelo mesmo período determinado pelo governo estadual. A regional de Londrina do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe) decidiu ontem seguir o exemplo de Curitiba e recomendar a paralisação das atividades.
A decisão foi tomada após a reunião das autoridades do setor de saúde na Câmara Municipal. Não vejo motivo para tanto alarme. Mas evidentemente não podemos ficar à parte desse processo. Queremos colabo-rar, afirmou o vice-presidente do sindicato Ubiracy DAndrea. Vinte e quatro mil alunos de 155 escolas de Londrina poderão ser afetados.
Pego de surpreso, Gustavo Henrique Nogonti, 15, ficou decepcionado ao chegar ao Colégio Estadual Vicente Rijo ontem e constatar que as aulas estavam suspensas. Acho que não precisava disso, é uma atitude precipitada do governo. Depois será difícil para repormos o tempo perdido, lamentou.
Para a diretora da Escola Municipal Atanázio Leonel, no Jardim São Jorge (Zona Norte), Narcimelia Garcia Scarinci, fica a tristeza de dispensar as crianças para ficarem em casa, convivendo com a violência do bairro. Quando falei para as crianças que ficariam sem aula um aluno começou a chorar e disse que não queria isso, pois foi agredido várias vezes pelos pais. (Colaborou Marcela Rocha Mendes)


