Medo atrapalha protesto na CCL
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terça-feira, 13 de julho de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
Medo. Esta foi a justificativa apresentada pelo delegado do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Administradora de Casas de Custódia e Penitenciárias do Paraná (Sintepec) em Londrina, Rodnei Buono, para falta de adesão ao protesto realizado ontem em frente a Casa de Custódia de Londrina (CCL), pedindo a reposição salarial da categoria. ''Esperávamos 60 pessoas, mas apenas 15 compareceram'', disse o suplente do delegado Gilberto Andrade da Silva.
Desde quinta-feira passada, cerca de 450 agentes já aderiram à greve, segundo o presidente estadual do Sintepec, Paulo Roberto Gomes. Nas casas de Custódia de Londrina e Curitiba, na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu e na Penitenciária Industrial de Cascavel, os agentes e técnicos são terceirizados. O Instituto Nacional de Administração Penitenciárias (Inap) é a empresa que presta serviços de segurança ao governo estadual.
A manifestação de ontem seria realizada pelos agentes de disciplina que estavam de folga, não prejudicando o funcionamento da CCL, já que a equipe escalada trabalhou normalmente. ''Houve uma pressão muito grande e os funcionários ficaram com medo de perder o emprego'', disse Buono. O diretor executivo do Inap, José Mario Valério, negou qualquer tipo de pressão.
A categoria reivindica reposição salarial referente aos dois últimos anos, reajuste do valor dos tickets refeição de R$ 70 para R$ 200 e adicional por risco de vida, que varia de 20% a 40%. ''Quando entramos, em 2001, recebíamos o equivalente a três salários mínimos, mas hoje não chega a isso, são apenas R$ 605'', disse Silva. Ele lembra que agentes concursados ganham quase R$ 2 mil do Estado.
Hoje, representantes do Sintepec, do Inap e o secretário estadual de Justiça, Aldo Parzianello, devem se reunir no Mistério do Trabalho em Curitiba, para tentar um acordo.


