Curitiba - A maioria dos médicos, hospitais e clínicas do Paraná não vem fazendo a aferição anual obrigatória dos aparelhos medidores de pressão arterial (esfigmomanômetros). A informação é do Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) que está anunciando uma campanha de fiscalização em clínicas e hospitais de todo o Estado. Quem estiver trabalhando com equipamentos inadequados pode ser multado e ter os aparelhos recolhidos.
A verificação compulsória dos aparelhos, uma vez por ano, está prevista na Portaria 24/96 do Inmetro. Segundo a gerente de calibração do Ipem, Heike Schommartz, o instituto tem capacidade para fazer a aferição em até 25 aparelhos por dia, mas atualmente faz apenas cerca de 100 procedimentos por mês. O Ipem estima que existam cerca de 20 mil esfigmomanômetros em todo o Estado.
''Um pequeno erro na verificação da pressão de um paciente pode forçá-lo a tomar remédio quando não é necessário ou mesmo a não tomar quando haveria necessidade de ser medicado. É um descaso muito sério'', alerta Paulo Maia, presidente do Ipem.
Outra recomendação do Ipem é de que se houver suspeita de problema no equipamento, melhor mandar para a manutenção antes de aferir. Os medidores de pressão que estiverem de acordo com as condições de uso previstas na portaria levam um selo do Inmetro e um certificado de verificação. A aferição custa R$ 6,00.
O presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), Jurandir Marcondes Ribas Filho, diz que a entidade está preocupada com o assunto e tem divulgado a necessidade da aferição junto aos médicos. Ele admite que a resposta não será instantânea, mas não acredita que haverá fiscalização nas clínicas e hospitais. ''Acredito que essa medida não vai se viabilizar, pois estamos preocupados com a questão da aferição e estamos divulgando isso'', explica.
Marcondes Ribas Filho concorda que um dos fatores que traz qualidade no atendimento médico é ter instrumentais funcionando dentro das normas. ''É importante para fazer um diagnóstico e tratamento mais adequados'', explica.

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