Dentre as doenças que acometem o ombro, a Síndrome do Impacto é uma das mais frequentes. Conhecida como ''bursite'', que significa inflamação da bursa, uma pequena bolsa que permite o deslizamento de estruturas em nosso ombro, a síndrome do impacto ocorre quando há o choque de dois ossos do ombro, comprimindo alguns tendões desta articulação ao movimento de levantar o braço. Resulta, então, em uma inflamação que envolve tanto a bursa como os tendões do ombro, levando-o à tendinite.
Seu tratamento é feito com medidas simples como o repouso relativo, gelo e medicação. Nos pacientes entre 25 e 50 anos há dor recorrente com a atividade, principalmente com o uso do braço acima da cabeça (professores que escrevem na lousa, desenhistas e esportistas). Nesses, o método é baseado, também, em repouso relativo e medicação, porém a fisioterapia é fundamental.
O tratamento cirúrgico é indicado nos pacientes com sintomas persistentes, onde houve falha no tratamento fisioterapêutico. Geralmente, o médico tenta de três a seis meses de fisioterapia. A operação deve, preferencialmente, ser realizada pela videoartroscopia, que é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva, realizada com o auxílio de minicâmera e pequenos instrumentos que são introduzidos na articulação por dois a três orifícios de menos de um centímetro. É realizada a limpeza da área inflamada e a raspagem do osso que está provocando o impacto. Se necessário, sutura-se a ruptura dos tendões de manguito dos rotadores.
As grandes vantagens da videoartroscopia são os índices de bons e excelentes resultados que chegam a 94% dos operados, baixíssimas complicações, como infecções, e pela pouca dor pós-operatória.
Fonte: www.educacaofisica.com.br, dor.org.br

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