Brasília, 18 (AE) - O ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, disse há pouco que as medidas anunciadas pelo Executivo em favor dos produtores rurais são "o que pode ser feito agora pelo governo sem comprometer o ajuste fiscal", mas admitiu a possibilidade de novas negociações para problemas como o do financiamento agrícola dos fundos constitucionais, cuja dívida total é de cerca de R$ 6 bilhões.
Entre os benefícios contidos nessas medidas, estão a concessão de dois anos de prazo para pagamento da securitização da dívida de quem tem saldo devedor até R$ 10 mil; a concessão de um bônus por adimplência para o agricultor que deve até R$ 10 mil e um de 15% para quem tem saldo devedor entre R$ 10 mil e R$ 200 mil.
Pratini disse que o governo, com essas medidas, está oferecendo uma "oportunidade extraordinária para os agricultores ficarem adimplentes". Mas isso, de acordo com o ministro, não deve ser confundido com a concessão de "vantagem a quem não paga". Ele avaliou que existe muita gente que não gosta dessas medidas e que isso acontece porque, com elas, o governo está "privilegiando os pequenos agricultores, os de menor renda, o que é justo e realista".
Pratini assegurou que a concessão dos benefícios foi decidida com base em "uma análise da situação real" das dívidas dos produtores rurais. Para os grandes devedores, o governo anunciou que vai reduzir os juros em 2 pontos porcentuais, o que significa uma redução de 20% a 25% nas taxas.

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