Brasília, 14 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse há pouco que não faltarão agourentos para dizer que o governo está dando com uma mão incentivos para as microempresas e tirando com a outra com a medida que trata do lucro presumido. Segundo ele, essa medida diz respeito apenas a grandes empresas - as pequenas já recolhem tributos pelo Simples. A medida, que já está no Congresso, faz parte, segundo o presidente, da luta contra a sonegação. "É natural que alguns sonegadores usem a bandeira dos pequenos e microempresários para dizer: O governo não está dando para você, não. Está tirando", admitiu o presidente. Ele disse, também, que hoje de manhã esteve revendo as metas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), verificando os recursos disponíveis e estudando um conjunto de medidas operacionais que já foi posto em prática. "Por que fazer isso agora?", indagou. Ele respondeu que "o Brasil vai crescer no ano que vem, e o governo está dando as condições para que as empresas cresçam". TJLP - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse em seu discurso que a adoção de diversas medidas de auxílio às empresas
inclusive a autorização para renegociação de débitos tributários, tem o objetivo de prepará-las para o crescimento no próximo ano, que deverá ser de pelos menos 4% do PIB. O presidente disse que a TJLP, que está em 12%, poderá ter uma trajetória de redução, dependendo do comportamento da inflação e da velocidade nas reformas estruturais. Ele explicou que a taxa hoje embute a expectativa de inflação e o risco Brasil -este poderá ser reduzido com o avanço das reformas. Malan - O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou há pouco que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, continuará definindo os rumos da economia. Ele fez essa declaração ao elogiar o entrosamento existente entre o Banco Central e Ministério da Fazenda na elaboração das medidas que estão sendo anunciadas hoje para a redução do spread bancário. O presidente comentou ainda que o governo passará a dedicar agora especial atenção para o monitoramento do que acontece na microeconomia. A idéia é fazer essas avaliações em encontros semanais com ministros da área econômica e os dirigentes de instituições financeiras oficiais.

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