Uma equipe de médicos brasileiros e um médico americano irão fazer uma cirurgia usando a Internet 2, de altíssima velocidade, utilizando um robô computadorizado. O robô, chamado de ‘‘Aesop’’, será controlado pelo médico Louis Kavoussi, do Hospital John Hopkins, que estará na sede da instituição em Baltimore, nos Estados Unidos, enquanto os médicos brasileiros farão a cirurgia no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A cirurgia, neste domingo, será exibida em tempo real durante o 18º Congresso Mundial de Endourologia, no Hotel Grand Meliá, na Capital.
Está é a primeira vez que se realiza uma telecirurgia feita por robô no Hemisfério Sul e é a segunda já feita em todo o mundo. A primeira aconteceu em 1998, entre Estados Unidos e Áustria. ‘‘Será um show de tecnologia, vamos demonstrar a capacidade de se movimentar braços robóticos a distância’’, afirmou Anuar Ibrahim Mitre, médico do Hospital das Clínicas (HC) e do Sírio Libanês e um dos coordenadores da operação. Também participam da operação os médicos Nelson Rodrigues Netto Jr., da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Oscar Fujita, do HC e do Sírio Libanês, Marcelo Lopez de Lima e Rogério Mesquita, ambos da Unicamp.
Um paciente será operado de varcocele, ou seja, varizes na bolsa escrotal. Os médicos farão uma laparoscopia, ou seja, usarão um aparelho que permite a visualização do órgão internamente por meio de uma câmera de vídeo. O médico opera olhando para o monitor que transmite as imagens gravadas pela câmera. A anestesia é geral e a cirurgia deve durar uma hora.
O doutor Louis Kavoussi irá trabalhar como um médico auxiliar, só que estará longe da sala onde acontece a cirurgia. Ele irá controlar a distância o laparoscópio (uma espécie de câmera que filma as imagens internas), o sistema de iluminação e a insuflação. Este último é o procedimento cirúrgico usado na laparoscopia que consiste na injeção de gás carbônico, por meio de uma agulha, para se criar espaço para a cirurgia.

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