Curitiba- Os médicos paranaenses irão cobrar R$ 50 por consulta dos pacientes que tenham seguro-saúde, a partir do dia 1º de maio. Caberá aos usuários pedir o ressarcimento dos valores junto às empresas. A decisão foi tomada na assembléia geral dos médicos, realizada na noite de quinta-feira, em Curitiba. Algumas empresas de seguros já atuam dessa maneira.
Em relação às operadoras de planos de saúde ainda não há definição, mas os profissionais ameaçavam suspender o atendimento caso as empresas não atendam a reivindicação de implantar a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). O valor da consulta pago pelas empresas aos médicos passaria de R$ 25, em média, para R$ 42, com uma variação de 20% para mais ou para menos.
Segundo o presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), Cláudio Pereira da Cunha, a Assepas-Unidas, empresa com a qual as negociações estavam mais avançadas, apresentou proposta de reduzir em 30% o valor reivindicado, o que não foi aceito. Os médicos decidiram dar um prazo de mais 60 dias para tentar um acordo.
O presidente da Comissão de Honorários e vice-presidente do Conselho Regional de Medicina, Hélcio Bertolozzi Soares, disse que não haverá prejuízo aos pacientes porque as empresas terão que ressarci-los.
A Folha fez contato com duas grandes operadoras de seguros-saúde. A SulAmérica informou, em nota da assessoria de imprensa, que ''assim como as demais seguradoras, tem negociado e aplicado reajustes desde junho de 2003 em grande parte das consultas e procedimentos'' e que, nesse período elevou o valor da consulta para segurados de planos coletivos entre 23% e 27,5%. A SulAmérica, afirma ainda a nota, ''tem certeza de que este profissional manterá sempre o respeito por seus clientes e evitará que o movimento cause maiores transtornos''. A Bradesco Seguros não retornou as ligações.

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