Médicos são responsabilizados
O presidente do Sindicato das Farmácias de Maringá, Nivaldo Ricci, acusa os médicos particulares de não aderirem aos remédios genéricos. Ele afirma que nas receitas de profissionais da rede pública de saúde a indicação de genéricos é mais comum. Mas o próprio consumidor já está pedindo com mais frequência os genéricos, diz Ricci.
O presidente do sindicato destaca que a troca de medicamentos indicados nas receitas só pode ser feita por um farmacêutico. Por isso, a presença do profissional na farmácia é fundamental quando o médico particular receita um remédio que pode ser trocado por um genérico.
Ricci diz ainda que o advento dos genéricos acabou representando para as farmácias um investimento a mais no estoque. Antes, as compras com fornecedores se limitavam aos produtos de referência (com marca fantasia) e dos similares. Agora, os donos de farmácias incluem os genéricos na lista, mas nas prateleiras, a incidência do similar é maior quando comparada ao genérico, completa o presidente do sindicato.
Distribuidoras A pequena margem de lucro na revenda dos genéricos estaria levando as distribuidoras a controlar o repasse dos produtos para as farmácias de Foz do Iguaçu. É o que afirma Temistócles Silveira de Souza, funcionário de uma farmácia situada no centro da cidade. Segundo ele, alguns estabelecimentos iguaçuenses trabalham com pequenos estoques em virtude do controle, o que estaria prejudicando os consumidores.
Pelo menos quatro distribuidoras repassam genéricos às farmácias de Foz, entre elas a Dimed, com sede em Passo Fundo (RS), apontada como uma das maiores firmas do setor no Sul do Brasil. A empresa negou a acusação, informando que o boicote seria contra a lógica do mercado. Comunicou ainda que comercializa a maioria dos produtos disponíveis pelas indústrias, mas admitiu não trabalhar com marcas que têm pouca procura. Ele não informou o total de itens excluídos da relação de venda. (Marta Medeiros, de Maringá, e Alexandre Palmar, de Foz do Iguaçu)





