Médicos são acusados de explorar residentes
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Agência Estado 
Três médicos do HC (Hospital das Clínicas), da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), Minas Gerais, vão responder processos cíveis e criminais na Justiça Federal. Eles são acusados de obrigarem residentes de medicina a prestarem serviço em uma clínica e um hospital particulares de propriedade dos médicos.
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), os residentes eram obrigados a cumprir uma carga horária até duas vezes maior do que a prevista, recebendo apenas a bolsa do MEC (Ministério da Educaçã) pela residência médica no HC, sem direito a férias ou mesmo o descanso semanal. "A única exceção acontecia quando eles atendiam particulares, sem plano de saúde, em regime de sobreaviso noturno. Nesse caso, recebiam 50% do valor da consulta", observou o procurador da República Cleber Neves.
De acordo com a ação, os médicos também "coagiam" os residentes - que tinham até escala para atuar nas clínicas particulares - a exercer "atividades alheias às suas funções, como limpeza de salas do centro cirúrgico, esterilização de materiais e até o transporte de enfermeiras". A coação, segundo o MPF, era feita sob a forma de ameaças de retaliação na residência médica oficial, bem como de suspensão de atividades obrigatórias para a conclusão do curso.


