Londrina - Os médicos residentes do Hospistal Universitário (HU) de Londrina reafirmaram no final da tarde de ontem que pretendem aderir à greve, atendendo solicitação da Associção Nacional do Médicos Residentes (ANMR).
O posicionamento contraria as expectativas da Superintendência da entidade, que afirmou em coletiva, também realizada ontem, aguardar por uma notificação oficial dos futuros médicos na manhã de hoje para então definir como seriam feitos os atendimentos, se confirmado o estado de greve.
Conforme os alunos, caso fique acordado a apresentação de um documento oficial para que fique comprovada a paralisação, isso será providenciado. Também será cumprida pelos residentes as 72 horas que darão legalidade ao movimento, mesmo que a greve acabe sendo oficializada apenas no sábado.
Segundo a Superintendente do HU, Margarida Carvalho, se caracterizada a greve o atendimento no hospital deve sofrer com a lentidão, mas isso não representa a paralisação dos serviços, já que os médicos e professores que supervisionam os residentes vão continuar trabalhando. ''Nós temos um documento da Associação Nacional que não é o posicionamento oficial, mas vamos entrar em negociação com eles (os residentes)'', diz.
A presidente da Comisão de Residentes do HU Londrina, que também participou da coletiva, Denise Mashima, o setor mais prejudicado deve ser o centro cirúrgico, já que ali os alunos cumprem o papel de médicos auxiliares. ''Pode ser que fique mais demorado o atendimento e o centro cirúrgico deve sofrer com isso, mas seria uma preciptação da direção acreditar que o serviço vai paralisar''.
Ela explicou também que, apesar da lentidão que será causada, os serviços de urgência - Pronto-Socorro e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) não pdem ser paralisados.
Conforme a direção, o HU só atende pacientes que são encaminhados e será importante que durante a greve a população procure os outros hospitais da cidade.
Em Maringá o Hospital Universitário conta com 32 residentes e a greve começa na próxima sexta-feira, junto com a movimentação nacional. Segundo o representante da classe, Dangelo Viel, a principal reinvidicação é quanto ao salário, principalmente pelo valor dos cursos que a profissão exige, hoje muito caros. ''O custeio de alguns cursos e congressos são o que hoje recebemos mensalmente e com 60 horas semanais não há como procurar outros meios de ganho'', revela. ''Com o tempo isso pesará negativamente no nosso currículo'', completa.
Na cidade de Cascavel uma reunião foi realizada na noite de ontem e a partir da data nacional os residentes vão aderir à paralização.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou ontem um parecer em que afirma que a greve dos médicos residentes é ''justa'' e ''ética'', desde que não sejam interrompidos os atendimentos de emergência.
A estimativa do Ministério da Saúde é que 25% dos médicos residentes tenham aderido à greve da categoria iniciada ontem. O percentual é bem mais baixo do que o divulgado pela ANMR (Associação Nacional de Médicos Residentes), que estima que 80% dos profissionais estejam no movimento.

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