Residentes de medicina de todo o País iniciaram ontem várias manifestações que fazem parte da Campanha Nacional de Valorização da Residência Médica. Eles reivindicam o reajuste de 75% da bolsa-auxílio. Em Curitiba, os residentes farão amanhã pela manhã uma passeata que vai do Hospital Evangélico, no bairro Champagnat até a Boca Maldita na Rua XV de Novembro. Mas as atividades de urgência e emrgência serão mantidas. Os organizadores estimam que 80 residentes participem do evento.
De acordo com o tesoureiro da Associação Nacional dos Médicos Residentes, Samuel Dobrowolski, o salário dos estudantes está defasado há mais de oito anos. Representantes da associação tiveram uma reunião com o Ministro da Educação, Paulo Renato. ‘‘Tentamos negociar, mas não obtivemos sucesso’’, contou. Caso suas reivindicações sejam atendidas, o salário passará de R$ 1.090,00 para R$ 1.800,00 por 60 horas semanais de trabalho.
Atualmente existem cerca de 450 residentes de medicina em todo o Estado. Só no Hospital das Clínicas, em Curitiba, trabalham 230 estudantes. No Hospital Evangélico, 150 e no Hospital Cajuru (ambos em Curitiba) 80 residentes.
O residente, cerca de 17 mil no País, exerce as mesmas funções dos médicos na maioria dos ambulatórios e pronto-socorros. A atividade é obrigatória nos dois últimos anos de faculdade e faz parte da grade curricular de medicina.
Em Londrina, os 148 médicos residentes de hospitais públicos não devem aderir à mobilização nacional. O presidente da Associação dos Médicos Residentes de Londrina (Amerel), Fabrício Parra Garcia, considera baixo o valor da bolsa, mas afirma que a categoria ainda não está se mobilizando pelo aumento da remumeração. (Colaborou Ana Paula Nascimento).

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