Médicos realizam mobilização nacional contra o crack
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de setembro de 2011
Andréa Bertoldi <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os médicos do Paraná iniciaram uma mobilização nacional contra o crack. A iniciativa faz parte de uma campanha que envolve o Conselho Federal de Medicina (CFM), os Conselhos Regionais de Medicina e o Ministério da Saúde. Foi criada uma cartilha para oferecer orientações aos médicos para o atendimento e tratamento de dependentes químicos da droga.
O material traz informações como diagnóstico, medicação, tratamento, locais para onde o paciente pode ser encaminhado e prevenção. O objetivo do documento é orientar médicos clínicos e as família que, geralmente, fazem o primeiro atendimento a estes pacientes.
O médico e especialista em dependência química, Marco Antonio Bessa, disse que, apesar de não existirem dados oficiais sobre o número de usuários de crack, o consumo da droga aumentou muito e hoje está presente em todas as cidades brasileiras. Os primeiros usuários apareceram em São Paulos nos anos 1990.
''Nos últimos 15 anos houve uma disseminação brutal da droga no Brasil que hoje atinge crianças, adolescentes, adultos, homens e mulheres'', destacou. Segundo ele, o crack já está presente em todas as classes sociais mas, com mais intensidade, nas mais pobres.
Bessa explicou que a droga atinge rapidamente a circulação cerebral e provoca uma sensação de prazer muito intensa que dura de 3 a 5 minutos. Isso faz o usuário ter que consumir a droga em um intervalo muito rápido para ter o efeito novamente.
O crack pode causar infarto do miocárdio, AVC (acidente vascular cerebral) e problemas como embolia e edema pulmonar. Além disso, diminui muito a resistência do organismo.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 3% dos brasileiros sejam usuários da droga, ou seja, cerca de 6 milhões de pessoas. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), em 2011, foram apreendidas 1,881 milhão de pedras de crack no Estado. Destas, 174.980 foram recolhidas em Curitiba.


